Macae Turismo

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sábado, 6 de dezembro de 2014

Praias em Positano: Spiaggia Grande e Spiaggia del Fornillo

Fonte: http://www.aprendizdeviajante.com

Sobre a autora:

Sobre a Autora

Heloisa Righetto é designer por formação mas trabalha como editora para um site especializado em interiores, design e lifestyle em Londres, sua casa desde 2008. Escreve o blog www.helorighetto.com desde 2003. Siga @helorighetto no Twitter e no Instagram @helorighetto e no Google Plus + Heloisa Righetto 


Praias em Positano: Spiaggia Grande e Spiaggia del Fornillo

PositanoComo contei no post sobre o meu roteiro na Costa Amalfitana, nós ficamos em Positano a maior parte dos dias e inclusive decidimos conhecer menos lugares para aproveitar melhor essas cidade deliciosa, principalmente suas praias.
Spiaggia Grande Positano
Fim do dia na Spiaggia Grande
Positano tem duas praias: a Spiaggia Grande – a maior, conectada ao centrinho da cidade – e a Spiaggia del Fornillo, menor, do outro lado das pedras. Ambas as praias são de pedra, o que a princípio é um pouco estranho para quem está acostumado as praias de areia brasileiras. Com o sol forte, as pedras ficam muito quentes (porque são escuras) e podem machucar a sola do pé. Aconselho a andar de chinelo sempre, mesmo quando for pra entrar no mar: deixe o chinelo na beira da água, todo mundo faz isso.
Importante: a temperatura da água é fria, eu diria que se compara com as praias de Santa Catarina. Achei um pouquinho mais quente que em Cinque Terre, mas é sim preciso aquela ‘coragem’ para dar o primeiro mergulho.

Spiaggia Grande

Essa praia é diretamente conectada ao centrinho de Positano. Ou seja, se você for andando pelas ruazinhas, uma hora chega lá. Como diz o nome, a praia é grande (para os padrões da Costa Amalfitana) e consequentemente a mais conhecida e frequentada. Existe uma estrutura ótima para os turistas, uma área extensa com cadeiras e guarda sol, onde é preciso pagar 15 euros por pessoa – aceitam dinheiro e cartão de crédito. Ha também wifi (você não paga a mais para usá-lo, mas tem que pedir a senha) e um restaurante logo atrás, onde você pode buscar comida para almoçar na praia mesmo.
Spiaggia Grande Positano
Para conseguir lugar na primeira fileira de cadeiras na Spiaggia Grande, reserve no dia anterior
Caso você queira sentar no restaurante (ou mesmo quando você quer entrar na água), não há problema algum em deixar as coisas na cadeira. Eu sou por natureza desconfiada, então é claro que é aconselhável deixar as coisas de valor (carteira, celular) mais escondidas, dentro de uma bolsa, sob uma toalha.
Existem banheiros ali perto e também um chuveiro de água doce, mas para usar o chuveiro é preciso inserir uma moeda de 0,50 centavos (a água dura 30 segundos, bem refrescante e ótimo para tirar o sal depois de um mergulho).
Spiaggia Grande Positano
Ah! Para quem não aguenta ficar na cadeira olhando para o mar o dia inteiro, e possível alugar caiaque, pedalinho ou stand-up paddle. Na Spiaggia Grande ficam os quiosques das empresas que oferecem serviços de passeio de barco e ferry para outras cidades e ilhas, como Capri, Sorrento, Amalfi e Ischia.
  • Vantagens: estrutura para o turista, fácil acesso, proximidade do centro
  • Desvantagens: bem cheia, portanto bastante barulho – não é a praia ideal para quem faz questão de silêncio

Spiaggia del Fornillo

Você quer toda a estrutura da Spiaggia Grande mas sem o barulho? Então vá para essa praia (minha preferida). Ela é um pouquinho mais difícil de acessar: ou você desce uma escadaria (o problema, mais tarde, é subir….) bem longa, ou caminha a partir da ponta leste da Spiaggia Grande. Mas olha, vale a pena esse esforço extra. A Spiaggia del Fornillo é uma delícia, tem ótima estrutura e ainda por cima é mais barata: 8 euros por pessoa.
Spiaggia del Fornillo Positano
A cor da água na Spiaggia del Fornillo, sem filtro! Aqui, basta chegar um pouco mais cedo para conseguir cadeira na primeira fileira, não precisa reservar
Por esse preço, assim como na Spiaggia Grande, você tem acesso a cadeira, guarda sol, wifi, banheiro e chuveiro. Apesar do centrinho não estar logo atrás, existem também os restaurantes onde você pode buscar seu almoço para comer na cadeira, olhando para o mar. A diferença é que ela é menor, comporta menos gente e é muito mais quieta.
Spiaggia del Fornillo Positano
Spiaggia del Fornillo Positano
Lá você também pode alugar pedalinho, caiaque e afins.
  • Vantagens: estrutura para o turista, quantidade de gente, mais barata
  • Desvantagens: acesso mais difícil
Então que tal vir conhecer esse sensacional destino?Entre já em contato com a Macaé Turismo: (22)2791-4362/3051-6826/99790-8507 (wats app)  Ou consulte nosso site: www.macaeturismoonline.com.br 

48 horas em Lyon

Fonte: http://www.aprendizdeviajante.com

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Já estava mais do que na hora de eu contar com mais detalhes sobre minha viagem a Lyon, afinal falei do restaurante L’Aile ou la Cuisse na coluna Design Para Viagem.
Chegamos lá no fim do dia em uma sexta feira muito quente, e voltamos pra Londres no domingo a tarde: ou seja, foram mesmo 48 horas, e muito bem aproveitadas! A viagem em si foi fácil: a EasyJet opera Londres-Lyon a partir dos aeroportos de Gatwick e Stansted, e o vôo dura aproximadamente uma hora e vinte minutos.
A chegada em Lyon é super sossegada, já que uma linha de tram liga o aeroporto a estação Part-Dieu (comprando online, o ticket custa 13 euros por trecho – nas maquininhas de venda, 14). De lá, dá pra pegar metrô, ônibus ou outra linha de tram, mas resolvemos caminhar até o hotel que ficava na região de Presqu’île, a península que fica entre os rios Rhône e Saône.
Depois de deixar a bagagem no quarto do hotel, demos uma boa caminhada pela vizinhança, andamos pelas Rue de la Republique e Rue du President Edouard Herriot, desde a Place Bellecour até a Place des Terreaux. Um caminho cheio de lojas, cafés e restaurantes, e também prédios lindos, como o Palais du Commerce. A volta ao hotel foi beirando o o Rio Saône, onde vimos um entardecer maravilhoso. A cereja no bolo foi o arco íris duplo quando estávamos chegando de volta ao hotel, passando de novo pela Place Bellecour ( jantar, como já contei, foi no L’Aile ou la Cuisse).
Entardecer em Lyon, a beira do Saône
Entardecer em Lyon, a beira do Saône, com a Basílica no alto

Palais du Commerce
Palais du Commerce

Duas vezes melhor!
Duas vezes melhor!
O sábado, único dia inteiro que passamos na cidade, foi bem produtivo. Acordamos cedo e seguimos rumo a parte antiga, mais conhecida como Vieux Lyon, bastava andar algumas quadras até o rio Saône e atravessar a Pont Bonaparte. Tomamos um café em frente a estação onde se pega o funicular para subir até a Basilique Notre-Dame Fourvière e lá fomos nós, ver Lyon do alto e tirar fotos de um dos cartões postais de lá.
Subindo...
Subindo…o funicular que leva até a Basílica
A subida é muito rápida, questão de 5 minutos, e chegando lá fica fácil se localizar. Apesar da Basílica ser bem bonita por dentro, nos interessamos mais pela paisagem lá embaixo.
Basílica
Basílica

Lyon vista do alto
Lyon vista do alto
Da Basílica, caminhamos até o Teatro Romano (Théâtre Romain), que data de 15a.C. e ainda hoje é usado para shows.
Teatro Romano
Teatro Romano
Resolvemos caminhar (afinal, pra descer todo santo ajuda) de volta a parte baixa e explorar as ruas de Vieux Lyon, cheia de construções antigas e seus traboules – passagens por dentro de prédio que ligam as ruas. Sim, é possível entrar e passar por vários dos traboules, sinalizados com placas que contam um pouco a história da arquitetura do local.
Vieux Lyon
Vieux Lyon – e a Basílica lá em cima!

Vieux Lyon
Vieux Lyon

Dentro de um traboule em Vieux Lyon
Dentro de um traboule em Vieux Lyon

Placa que conta a história do traboule
Placa que conta a história do traboule

Passando por mais um traboule
Passando por mais um traboule
Depois de andar muito, almoçamos um sanduíche por lá mesmo e cruzamos o Saône de volta a Presqu’île – era hora de visitar o Musée de Beaux-Arts. O acervo deles é riquíssimo, composto por pinturas que datam desde o século 14 até a metade do século 20, incluindo Paul Gauguin, Monet, Bacon e Degas, além de pintores locais menos conhecidos mas tão talentosos quanto os renomados.  As salas estão divididas por área e época, fica bem fácil de andar por lá e,se quiser, ir direto a alguma sala específica. Há também uma coleção de antiguidades e moedas, mas nós preferimos nos concentrar no último andar, das pinturas.
Musée de Beaux-Arts
Musée de Beaux-Arts
Ainda sobrou tempo para irmos no Les Halles de Lyon, um mercado gastronômico bem bacana. Vontade de comprar tudo, a variedade de queijos, linguiças e petiscos é dar fome a quem acabou de comer um boi. Terminamos o sábado jantando em um dos restaurantes da Rue Mercière – é difícil escolher, todos parecem legais e tem ótimos menus! Nos jogamos nos moules (mariscos), aconselho você a fazer o mesmo quando estiver lá.
Les Halles de Lyon
Les Halles de Lyon

Les Halles de Lyon
Les Halles de Lyon

Rue Mercière
Rue Mercière
No domingo acabamos voltando para Vieux Lyon por mais algumas horas, pra olhar com mais calma e tirar fotos – tudo é tão fotogênico em Lyon! De lá caminhamos até a região de Croix-Rousse, que fica logo acima de Presqu’île e é essencialmente residencial. Foi bacana ver a cidade de uma outra perspectiva, fora que acabamos entrando em um pequeno parque (Jardin des Chartreux) e voltando para a beira do rio Saône.
Lyon vista de Croix-Rousse
Lyon vista de Croix-Rousse
O hotel no qual nos hospedamos foi o Elysée, e não temos do que reclamar. O Wifi funciona bem (gratuito), super limpo e os funcionários amigáveis. Recomendo muitíssimo!
Vale demais a pena dedicar dois dias (ou mais) para Lyon na sua próxima viagem a França. Seja pela gastronomia, arquitetura, história ou pelos museus, tem o que agrade todo mundo!

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Miami a Orlando de Carro

Fonte:http://www.aprendizdeviajante.com/

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Uma das opções mais comuns para quem vem do Brasil, é voar para Miami, passar alguns dias na cidade e depois alugar um carro e ir a Orlando. Há três possibilidades diferentes e dependendo de como o seu GPS estiver configurado, ele pode sugerir uma dessas opções. Apesar de no mapa do Google dizer que a diferença entre uma estrada e outra é de pouco mais de 10 minutos, na prática, o horário que você sair de Miami pode influenciar muito no seu tempo total de viagem. Isso porque uma das opções é ir pela I-95 que é a estrada que vai de Miami até Nova York. E a não ser que você queira ir parando pelas praias da costa como West Palm Beach e Vero Beach, você não vai querer ir por ela, porque é por lá que todo mundo que vai subir para a East Coast (Costa leste) vai estar. Ou seja, dependendo do horário, engarrafamentos enormes.
O melhor caminho mesmo é ir pela FL-91N, que é a a Ronald Reagan Turnpike ou Flórida Turnpike. São pouco mais de 370 Km ou 230 milhas, em pistas maravilhosas, largas e como o público que viaja nessa área é o que vai especificamente pra parte central da Flórida, a chance de engarrafamentos é bem menor. Fizemos o percurso total em menos de três horas e meia.

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Mapa de Miami a Orlando

A rodovia tem pedágios e nos primeiros dois pedágios, saindo de Miami custam 1.25 cada um. Se você alugou carro já com o Sun Pass, que paga os pedágios, é só entrar nas linhas apropriadas onde diz “PREPAID TOLLS ONLY SUN PASS”. Se você não tem o SUN PASS mantenha a direita, que é normalmente onde ficam as cabines para pagamento.

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Placas na estrada de Miami a Orlando

No terceiro posto de pedágio, você pega um ticket que só vai ser pago quando você sair da Turnpike e o valor vai variar de acordo com a sua saída. A nossa saída, que foi pra pegar a I-4, custou em torno de US$15.00. Então o total fica em torno de US$17.50, mas eu repito, vale a pena. Um detalhe muito importanteeles não aceitam cartões de crédito, então você precisa ter dinheiro para fazer o pagamento.

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Ticket para pagar o pedágio

A Turnpike tem várias paradas ao longo do caminho, com Postos de Gasolina, máquinas para sacar dinheiro (ATM), banheiros e áreas com restaurantes Fast Food. Eles ficam a mais ou menos cada 45 milhas durante o percurso e as saídas são a esquerda. Aqui algumas das paradas e as MM(Mile Markers) correspondentes. Planejar  as paradas de acordo com os restaurantes pode ser uma boa pedida se tiver saído de Miami cedo e bater a fome no caminho. Eu recomendo o Earl of Sandwich que fica nas paradas Port Saint Lucie e Fort Drum, ou o Nature Creek no Canoe Creek mas esse último já é bem pertinho de Orlando.
Snaper Creek – Mile Marker 19
Pompano Beach – Mile Marker 65 – Restaurantes Fast Food: Dunkin Donuts, Pizza Hut e Wendy’s
West Palm Beach – Mile Marker 94 – Restaurantes Fast Food:Nathan’s
Port Saint Lucie – Mile Marker 144 – Restaurantes Fast Food: Dunkin Donuts, Villa Pizza, Frozen Treats, Wendy’s , Earl of Sandwich

Pontos de Parada
Pontos de Parada

Fort Drum – Mile Marker 184 – Restaurantes Fast Food:  Cheeburger Cheeburger, Dunkin Donuts, Earl Of Sandwich, KFC, Villa Pizza
Canoe Creek – Mile Marker 229 – Restaurantes Fast Food: Dunkin Donuts, Nature Table (para quem quer comidinhas mais naturais)
Uma última dica, o ideal é que você abasteça o carro antes de entrar na Turnpike, porque os preços nos postos de serviço costumam ser mais caros. E uma coisa que eu notei é que os primeiros postos são mais baratos e vão aumentando o preço e depois abaixam de novo quando está chegando próximo a Orlando.
E você? Já fez essa viagem? Qual o caminho que você prefere? Tem alguma dica para acrescentar?
Então. Garanta já sua viagem para Orlando com a Macaé Turismo. Ligue já para nós: 2791-3462/3051-6826/99790-8507 wats app  ou nos mande um e-mail:www.macaeturismo@macaeturismo.com.br

domingo, 26 de outubro de 2014

Rio de Janeiro para os Amantes da História: um tour pelo Centro da cidade

FONTE: http://www.aprendizdeviajante.com

Rio de Janeiro para os Amantes da História: um tour pelo Centro da cidade

amantesdahistoriaEm julho passado fiz um tour maravilhoso chamado Amantes da História pelo Centro do Rio de Janeiro com a Bia Tognarelli, então guia da Rio Walks. Infelizmente a Rio Walks está fechando as portas, mas felizmente a Bia vai continuar o seu trabalho de guia pra quem quiser fazer esse passeio, então a dica continua valendo. Fiz esse passeio no dia que viemos embora pela manhã (o vôo era a noite) e que coincidiu com o dia da chegada do Papa ao Rio, então eu deixei as crianças em casa e fui sozinha, pra poder escapar mais rápido caso a cidade estivesse um caos! Por causa desse dia conturbado, eu fui a única pessoa que apareceu pra fazer o tour, então o que era pra ser uma experiência em grupo acabou virando um roteiro mais pessoal – melhor pra mim, claro. :-)
Encontrei com a Bia na Cinelândia em frente ao Cinema Odeon, e o passeio terminou lá no Mosteiro de São Bento, perto da Praça Mauá. Foram aproximadamente 4km de caminhada, passando por um monte de lugares super familiares dos quais muitas vezes eu não conhecia a história – e alguns foram uma verdadeira descoberta! Pra vocês entenderem melhor: eu trabalhei no Centro do Rio, mais precisamente na Cinelândia, e andava por ali indo e vindo das barcas na Praça XV pra ir pra casa em Niterói. Mas quando a gente está com pressa e tem horário a cumprir no dia-a-dia, realmente não tem nem tempo de parar e prestar atenção em tantas construções importantes na história do Rio de Janeiro e do Brasil que possam estar no trajeto…
Vamous ao tour! Fiquei no maior dilema sobre a melhor forma de escrever sobre o tour, porque se eu for recontar todas os fatos históricos que a Bia contou, isso aqui vira um livro. Fora que eu obviamente não vou me lembrar todos os detalhes, mesmo tendo anotado um monte de coisas. Então vou mostrar o roteiro, falar só o básico de cada lugar e dar os links pra maiores informações pra quem quiser, assim esse post não vira um tratado de história do Brasil.
Começamos na Cinelândia (o nome certo é Praça Floriano Peixoto), em frente ao cinema Odeon, que foi o último dos grandes cinemas construídos (em 1926) na época de ouro da Cinelândia – a praça tem esse apelido justamente por causa do número de cinemas (7) que existiam no local. O Odeon é o único que continua em operação, e tem uma programação intensa.
A Cinelândia numa segunda-feira de manhã, e a Bia em frente ao Odeon. Bora?
A Cinelândia numa segunda-feira de manhã, e a Bia em frente ao Odeon.
A Cinelândia fica no finalzinho da Avenida Rio Branco, que originalmente se chamava Avenida Central, e foi construída no início do século XX pelo prefeito Pereira Passos na grande reforma urbanística do Rio de Janeiro (conhecida como Bota Abaixo, já que centenas de casas e cortiços foram demolidos para abrir espaço para ruas e avenidas mais amplas, para melhor arejar e sanear o Centro). A Avenida Central ligava o porto na Praça Mauá até a Glória, e era (ainda é) a principal avenida do Centro.
Ao redor da Praça da Cinelândia ficam o Theatro Municipal (de 1909, e que passou por uma restauração recente, está lindo!), a Biblioteca Nacional (de 1910), o Museu Nacional de Belas Artes (que foi a Escola Nacional de Belas Artes, de 1908), a Câmara de Vereadores (Palácio Pedro Ernesto, de 1923), e o também histórico bar Amarelinho (fundado em 1921). Em frente ao Theatro fica o Monumento a Floriano Peixoto (de 1910), com diversas esculturas representando 4 grupos brasileiros (negros, índios, colonizadores brancos e missionários), pensamentos positivistas e o Marechal, no topo. A Bia explicou a história do monumento, dos prédios, do Bota Abaixo, haja informação!
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
A Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro
A Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro
Palácio Pedro Ernesto (Câmara Municipal)
Palácio Pedro Ernesto (Câmara Municipal)
Monumento Marechal Floriano Peixoto, na Cinelândia
Monumento Marechal Floriano Peixoto, na Cinelândia
Da Cinelândia seguimos pela Avenida 13 de maio (pela lateral do Theatro Municipal) até o Largo da Carioca, rumo ao Convento de Santo Antônio. Mais um dos lugares que eu tinha passado em frente trocentas vezes e nem sabia que poderia entrar. O Convento começou a ser construído em 1608 e só foi finalizado em 1620, no alto do morro que ficava em frente a Lagoa da Carioca, que foi aterrada com as obras de urbanização do Centro. O chafariz da Carioca passou a trazer água (que vinha pelo Aqueduto da Lapa) para a população local.
Convento de Santo Antônio no Largo da Carioca
Convento de Santo Antônio no Largo da Carioca
O jardim interno do Convento de Santo Antônio
O jardim interno do Convento de Santo Antônio
O Convento está passando por uma restauração que vai levar anos, mas vai ficar incrível com o que já descobriram por baixo de camadas de tinta ao longo dos anos. Mas eu fiquei mesmo impressionada com a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco Penitência (construída entre entre 1657 e 1733) – minha gente, eu nem imaginava que uma igreja barroca assim existisse no Rio de Janeiro, achei que era coisa que eu tinha que ir nas cidades históricas de Minas pra ver ao vivo. De cair o queixo!
A fantástica igreja barroca da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência
A fantástica igreja barroca da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência
Saindo do Convento, seguimos rumo à Confeitaria Colombo ali pertinho da rua Gonçalves Dias. Fundada em 1894 por dois imigrantes portugueses, a Colombo era o reduto de intelectuais e da alta sociedade na Belle Époque carioca. Linda, linda, linda, com seus espelhos belgas com moldura de jacarandá, tudo muito bem preservado. Babei nos doces mas ainda era cedo e não comprei nada pra comer, vai ficar pra próxima visita a o Rio.
A linda Confeitaria Colombo, de 1894
A linda Confeitaria Colombo, de 1894
Pra quem quer tomar um café no clima da Belle Époque
Pra quem quer tomar um café no clima da Belle Époque
Fomos andando pela Rua da Quitanda, onde as mulheres negras que conseguiam sua liberdade pela lei dos sexagenários vinham vender comida na rua pra comprar a liberdade dos filhos. Fomos até o Palácio Tiradentes, onde funciona a infame Assembléia Legislativa do Rio, e onde Tiradentes ficou preso por 3 anos. Depois andamos em torno do Paço Imperial – Paço é uma denominação abaixo de Palácio, porque só podiam existir Palácios no Reino e aqui era a Colônia. A família real chegou de Portugal no Rio e se instalou no Paço em 1808, e depois se mudou para a Quinta da Boa Vista. Dois eventos importantes que aconteceram no Paço Imperial foram o Dia do Fico e a Assinatura da Lei Áurea. Vimos o Chafariz da Praça XV feito pelo Mestre Valentim (eu nunca tinha me dado conta que esses chafarizes não eram decorativos, e sim onde a população vinha buscar água), a estátua do General Osório vitorioso após a Guerra do Paraguai, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Antiga Sé) que se tornou a Catedral quando a família imperial chegou ao Brasil (nós não entramos na igreja durante o tour, eu entrei na volta pra casa, porque era no meu caminho). A Catedral foi palco da coroação de D. João VI como rei de Portugal (em 1816) e do casamento do príncipe D. Pedro com D. Leopoldina da Áustria (em 1817), futuros imperador e imperatriz-consorte do Brasil.
O Paço Imperial do Rio de Janeiro, onde a família imperial morou quando chegou ao Rio
O Paço Imperial do Rio de Janeiro, onde a família imperial morou quando chegou ao Rio
O Palácio Tiradentes no Rio de Janeiro
O Palácio Tiradentes no Rio de Janeiro
A Antiga Sé, Catedral Imperial
A Antiga Sé, Catedral Imperial
O interior da Catedral, palco de uma coroação e um casamento real
O interior da Catedral, palco de uma coroação e um casamento real
Ali em frente tem o Arco do Teles, e foi por lá que a gente entrou, pela Travessa do Comércio passando em frente a Casa da Carmen Miranda, numa ruazinha cheia de restaurantes fofos. Continuamos andando, passamos pela Igreja da Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, que é considerada “milagrosa” porque foi atingida por uma bala de canhão (destinada ao Paço Imperial, que pontaria!) e continuou de pé (a bala de canhão pode ser vista preservada dentro de uma parede da igreja). Ali do lado na Rua do Ouvidor tem o restaurante Antigamente, que a Bia me falou que tem uma feijoada divina (pena que eles não estavam servindo naquele dia, senão eu ia ser obrigada a comer ali depois).
O Arco do Teles, em frente a Praça XV
O Arco do Teles, em frente a Praça XV
Casa da Carmen Miranda, na Travessa do Comércio # 13
Casa da Carmen Miranda, na Travessa do Comércio # 13
Restaurantes na Travessa do Comércio
Restaurantes na Travessa do Comércio
A Igreja da Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores foi atingida por uma bala de canhão
A Igreja da Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores foi atingida (acidentalmente) por uma bala de canhão (originalmente era pra acertar o Paço Imperial!)
Seguimos até chegarmos a Casa França-Brasil e ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Às segundas terças-feiras o CCBB está fechado, mas a ótima Livraria da Travessa e a lanchonete funcionam. Fizemos um lanchinho rápido por lá e seguimos para a Candelária.
Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB
Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB
A história da Candelária é muito interessante: um casal que viajava em um navio chamado Candelária quase naufragou em uma terrível tempestade; fizeram uma promessa para Nossa Senhora da Candelária que se sobrevivessem construiriam uma igreja em sua homenagem. O navio conseguiu chegar ao porto do Rio, e o casal cumpriu sua promessa: em 1609 construiu a primeira capela com esse nome, onde hoje está a igreja. Seguiram-se muitas obras, expansões, decorações, até 1901 quando a igreja recebeu suas portas de bronze.
Candelária do Rio de Janeiro
Candelária do Rio de Janeiro
Interior da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro
Interior da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro
Teto da Igreja da Candelária
Teto da Igreja da Candelária
Voltamos para a Avenida Rio Branco, passamos em frente ao Banco Central do Brasil e chegamos então a rua Dom Geraldo, que é onde fica o Mosteiro de São Bento. E aí mais uma vez eu babei com outra igreja barroca-rococó incrível (essa eu sabia que existia mas nunca tinha visitado nem visto fotos, foi uma outra surpresa). A igreja do Mosteiro é famosa pelas suas missas com canto gregoriano, e as domingos as 10h da manhã você pode assistir a missa toda em latim, além dos cantos. Eu não sou religiosa nem nada, mas quero ver só pelo ritual, que deve ser bem interessante.
Mosteiro de São Bento
Mosteiro de São Bento
A Igreja Nossa Senhora de Montserrat no Mosteiro de São Bento
A Igreja Nossa Senhora de Montserrat no Mosteiro de São Bento
E ali terminou o tour, a gente desceu o morrinho de volta pra Avenida Rio Branco, eu me despedi da Bia e já avisei que vou mandar toda a minha família fazer o tour com ela (a minha mãe já pegou o telefone pra marcar pra ela e pras amigas em breve). Muito bom mesmo, recomendadíssimo!
O nosso roteiro (mais ou menos) no Google Maps:

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Obrigada a Rio Walks que ofereceu este tour como cortesia.
Informações úteis:
Bia Tognarelli Guia de Turismo
Telefone: 21 9515-2354
Dias e horários: é só ligar e combinar com a Bia
Preço: R$ 60 por pessoa
Dicas: Use sapatos ultra confortáveis pra andar muito, claro! O Theatro Municipal tem visitas guiadas, veja os detalhes no site oficial.

Então vamos conhecer o Rio de Janeiro.