Heloisa
Righetto é designer por formação mas trabalha como editora para um site
especializado em interiores, design e lifestyle em Londres, sua casa
desde 2008. Escreve o blog
www.helorighetto.com desde 2003. Siga
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@helorighetto e no Google Plus
+ Heloisa Righetto

Nesse
post faço um apanhado geral sobre a parte prática de uma viagem
para Cinque Terre. São dicas para ajudar quem está planejando a viagem
ou pretende visitar a região um dia.
Como chegar
Apesar de pequenas, as cidades que fazem parte de
Cinque Terre
tem boas conexões com cidades grandes na Itália graças a malha
ferroviária. Para quem está na Europa, o mais fácil é escolher entre
Pisa (e quem sabe conhecer a famosa
Torre de Pisa antes de pegar o trem?) e Gênova, mas para quem vai a partir do Brasil, considere chegar em
Milão.
Consulte com antecedência o site da
Trenitalia,
e se possível já compre as passagens de trem. Caso você compre pelo
site, não esqueça de imprimir os tickets – e, nesse caso apenas, eles
não precisam ser validados. Se você comprar na estação, é obrigatório
validar nas maquininhas que ficam nas plataformas (caso você esqueça de
validar, pode levar uma multa, não tem escapatória e nem adianta
explicar que esqueceu…)
Apesar de todas as cinco cidades de Cinque Terre terem estação de
trem, Monterosso Al Mare (a ‘primeira’ terre, mais ao norte) é uma
espécie de ‘hub’ já que muitos trens que param lá não param nas outras
quatro. Então fique atento – se você chegar em Milão e quiser ir até
Corniglia, por exemplo,a disponibilidade de trens pode ser menor, então
considere ir até Monterosso e fazer uma troca lá.
Transporte entre as cidades
Já escrevi um
post dedicado a esse assunto, explicando certinho as vantagens e desvantagens de pegar trem, barco, ou fazer o caminho através das trilhas.
Clique aqui.
Onde se hospedar
Você não precisa necessariamente escolher uma das terres para
explorar a região, já que existem diversas cidades maiores por perto. A
escolha da cidade base para explorar Cinque Terre realmente depende do
tempo que você tem disponível e o que você quer fazer. Se a ideia é
encaixar uma visita rápida para os vilarejos, talvez valha a pena ficar
em Gênova ou La Spezia – e então conciliar com outros passeios pela
região da Liguria.
Eu escolhi me hospedar em Monterosso Al Mare (já contei sobre o B&B onde ficamos
nesse post aqui)
porque a ideia era aproveitar ao máximo Cinque Terre, e apenas passear
em outras cidades caso sobrasse tempo. Como falei antes, nem todos os
trens que passam por Monterosso param nas outra quatro terres. Isso
contou muito para escolhermos a cidade como base, e somado ao fato de
Monterosso ter uma boa estrutura de praia, batemos o martelo.
Outras cidades pertinho de Cinque Terre que também podem ser usadas
como base: Levanto, Sestri Levante e La Spezia (a Natalia Itabayana do
blog Destino Provence ficou em La Spezia e contou nesse post sobre a
experiência).
Eu escolhi meu B&B pelo
Trip Advisor.
Fui lendo os reviews e mandei emails para algumas que preenchiam meus
requisitos. Muitas, com quase um ano de antecedência, ja não tinham
lugar, coisa que nunca tinha me acontecido antes. Por isso vale a pena
ir pesquisando bem antes da viagem, e assim evitar surpresas e
perrengues de última hora.
Quanto tempo ficar
A maioria dos guias recomenda pelo menos duas noites – e na pressa é
sim possível passar pelas cinco cidades em um dia. Eu fiquei uma semana,
e além de conhecer bem todas elas, consegui fazer passeios para
Portofino e Portovenere.
Acredito que o ideal seria dedicar três dias inteiros a Cinque Terre –
para aproveitar bastante todas elas e usar todos os transportes
disponíveis, além de até conseguir aproveitar a praia em Monterosso. Uma
sugestão é fazer Monterosso e Vernazza em um dia, Corniglia e Manarola
no segundo dia, e deixar Riomaggiore pro terceiro dia – e nem precisa do
dia todo, você pode aproveitar o restante para voltar no seu lugar
preferido ou ficar de bobeira na praia.
Clima
Cinque Terre fica ana região da Liguria, no norte da Itália, que não é
tão quente como o sul. Mas é claro, nos meses de alto verão (julho e
agosto), a probabilidade de sol e calor é muito alta. Isso vem com um
‘preço': muito mais gente, tudo mais cheio. Os meses logo antes e logo
depois do verãozão – maio, junho, setembro e outubro – tem bem menos
gente, mas o risco de chuva é maior.
No fim do outono, durante todo inverno e início da primavera, as
cidades ficam vazias – até porque muitos estabelecimentos fecham. A dona
do nosso B&B disse que viaja nessa época para ver a família, e
segundo ela isso é bastante comum. Ou seja: não é um destino para os
meses mais frios.
Eu estive lá no fim de maio e a previsão do tempo era desanimadora –
mas tivemos uma ótima surpresa e pegamos sol e calor todos os dias. O
interessante é que, por causa da sua localização entre mar e montanha,
Cinque Terre tem ‘microclima’. O tempo muda rápido, pode começar super
fechado e abrir um solzão logo antes da hora do almoço. Então não
desanime se o dia começar ruim! As nuvens podem rapidinho dispersar. Se
você estiver planejando uma caminhada nas montanhas, é bom tomar
cuidado, pois lá no alto o clima é mais propenso a chuva.
Gastronomia
Como diz uma amiga minha, não tem como comer mal na Itália né? Eu
concordo: qualquer cafézinho ou boteco sempre vai ter alguma coisa
gostosa. E Cinque Terre é assim. Não o destino gastronômico mais
conhecido do país, mas comemos muito bem todos os dias, sem preocupação
de pesquisar onde iríamos (na verdade eu recebi uma recomendação pelo
Instagram e cheguei a fazer reserva, mas chegando lá vi que o lugar era
meio pomposo e não tinha muito a ver com o que a gente queria, então
acabei passando).
Monterosso é lotada de restaurantes na parte do centro histórico,
assim como suas quatro vizinhas (Riomaggiore e Manarola tem vários
lugares para comer perto do pier, e Corniglia concentra os restaurantes
em sua pracinha principal). Em Riomaggiore recomendo muitíssimo a
Enoteca & Ristorante Dau Cila, pertinho do píer. Se você conseguir
uma mesa fora, ainda melhor, pois a vista para o mar é o melhor
acompanhamento do almoço (veja foto abaixo, que eu postei no Instagram).
E o que comer? Cinque Terre é um prato cheio para quem gosta de
frutos do mar. Peça o carpaccio de polvo e de atum, fritto misto e pasta
com frutos do mar. Mas claro que os restaurantes oferecem os pratos
italianos mais clássicos, como spaghetti a bolonhesa e lasanha.
Quanto levar
Sempre uma pergunta muito difícil de responder, afinal o que define o
orçamento é seu estilo de viagem e suas preferências pessoais. Mas para
quem está com orçamento apertado, dá pra cortar algumas coisas (como
comer em restaurantes: você pode simplesmente almoçar panino ou comprar
coisas no supermercado). Mas acho que é preciso reservar no mínimo 30
euros por dia (sem contar a hospedagem!!).
Outras dicas para economizar: usar o trem e dispensar o passeio de
barco e utilizar o pedaço da praia (em Monterosso) que não é pago.
Compras
O forte de Cinque Terre é a produção de cerâmica – várias lojas
vendem peças feitas na região, e vale a pena escolher alguma coisa pra
levar pra casa. Desde acessórios para cozinha até peças decorativas.
Todas as cinco cidades tem lojinhas, mas achei as de Monterosso as
melhores.
Existem lojas com os souvenirs mais típicos, como ímãs, canecas e
globos de neve, e tantas outras que vendem comida e bebiba (garrafinhas
de limoncello, especialmente!). Ah, e para quem chega em Corniglia de
trem, suba as escadarias até a cidade, já que alguns artesãos costumam
vender suas coisas ali. Comprei uma aquarela linda de uma artista que
estava lá!
ntão que tal vir conhecer esse sensacional destino?Entre já em contato
com a Macaé Turismo: (22)2791-4362/3051-6826/99790-8507 (wats app) Ou
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